POLÊMICA

Vídeo mostra revolta de familiares impedidos de visitar pacientes no Pronto Socorro de Santarém; PM foi acionada
Parentes alegam negligência médica e falta de transparência no atendimento; paciente esfaqueado segue entubado aguardando cirurgia e vaga na UTI.


Vídeo mostra revolta de familiares no PSMS

Um vídeo gravado por familiares na tarde deste domingo (4) mostra momentos de revolta e confusão na entrada do Pronto Socorro Municipal de Santarém, no oeste do Pará. Os parentes, que aguardavam o horário de visita, foram impedidos de entrar na unidade, o que gerou protestos e a necessidade de acionar a Polícia Militar.
 
Nas imagens, é possível ver a indignação dos familiares, que relatam a falta de informações sobre o estado de saúde dos pacientes internados em estado grave. Segundo os relatos, a equipe do hospital informou que não haveria boletim médico nem visita naquele dia, alegando uma intercorrência interna, mas sem dar mais detalhes.
 
"Eles só mandaram a gente ir para casa. Disseram que só uma família ficaria e não explicaram por quê. A gente não aceitou isso, fomos atrás da assistente social, mas ela disse que também não podia fazer nada", relatou Antônia Leisiane da Conceição, irmã de Elkison Nascimento da Conceição, de 34 anos, ferido com um golpe de faca na noite de sexta-feira (2), no bairro Urumari.
 
Leisiane conta que o irmão passou por uma primeira cirurgia de emergência, mas a equipe médica não conseguiu conter a hemorragia. Segundo ela, cinco compressas cirúrgicas permanecem dentro do paciente, o que exige uma nova cirurgia. "Só disseram que fariam a segunda cirurgia se ele reagisse. Até agora, ele está entubado, ainda precisando de UTI, e nada foi resolvido", disse.
 
Além de Elkison, outra paciente, Elzinete Lima de Castro, de 42 anos, também está internada em estado grave. O marido dela relatou à reportagem que houve negligência no atendimento de enfermagem, agravando ainda mais a situação da esposa.
 
A tensão aumentou quando os familiares exigiram uma posição da direção do hospital. Ainda segundo relatos, somente após os protestos e a chegada da Polícia Militar, um médico apareceu para dar informações sobre os pacientes.
 
"Foi só depois que a gente se revoltou, falou alto, que alguém apareceu para explicar. Antes disso, ninguém falava nada. É muito desesperador ver um parente nessas condições e ser tratado assim", desabafou Leisiane.
 
A reportagem aguarda posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde de Santarém. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
 

Fonte: Giro Portal Santarém 


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