Um vídeo divulgado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) nesta quinta-feira (19) mostra o momento em que o síndico Cléber Rosa de Oliveira ataca a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, no subsolo do prédio onde eram vizinhos em Caldas Novas.
A gravação foi recuperada no celular da vítima, que foi localizado na tubulação de esgoto do edifício, confirmaram os investigadores em entrevista coletiva.
Daiane ficou desaparecida durante 42 dias, a partir de 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo para religar a luz de seu apartamento. Imagens de câmeras de segurança do elevador registraram o deslocamento da corretora, que levou consigo o celular e filmou toda a movimentação até ser atacada.
Até o crime, ao menos 12 processos envolvendo Cléber e Daiane corriam na Justiça, de crimes contra a honra a perseguição. Os dois protagonizavam uma sucessão de disputas administrativas, judiciais e pessoais que, segundo a investigação, ajudam a explicar a motivação do homicídio. Segundo a polícia, Cléber estava à espera da corretora, com luvas nas mãos, o que indica premeditação do ato.
Ele estava com luvas nas duas mãos e com a capota (da caminhonete) aberta. Ele posicionou o carro mais próximo ao local onde pretendia render a Daiane - afirmou o delegado João Paulo Mendes, na entrevista coletiva.
Polícia detalha crime
O corpo de Daiane foi localizado numa área de mata da mesma cidade do Sul de Goiás. Em nota enviada ao g1, a defesa do síndico disse que ainda não teve acesso à integralidade dos documentos inseridos na investigação e que só vai se manifestar após analisar todo o conteúdo.
Nesta quinta-feira, a Polícia Civil de Goiás convocou uma entrevista coletiva para detalhar a conclusão do caso, iniciado a partir do desaparecimento de Daiane e remetido ao núcleo de Homicídios ante a ausência de contato e "circunstâncias suspeitas".
Desde o início, as investigações apontavam para um desaparecimento "não voluntário", já que Daiane não levara objetos pessoais essenciais e não movimentou contas bancárias. Além disso, o celular dela deixou de emitir sinais de uso logo após o último registro e não havia histórico de fuga, depressão ou planejamento de viagem.
Os investigadores acrescentaram que outros elementos passaram a indicar a ocorrência de um crime violento, como a interrupção anormal de energia, relatos de testemunhas e análises periciais. O síndico tornou-se o principal suspeito. Cléber apresentou versões contraditórias sobre horários, procedimentos realizados, motivo da ida da vítima ao subsolo. A polícia também destacou que não havia registro de saída de Daiane do prédio nem testemunhos ou indícios de que ela teria deixado o local com vida.
O avanço das investigações apontou um "padrão típico" de crimes de ocultação de cadáver. Ainda de acordo com a polícia, a análise de dados telefônicos demonstrou deslocamento do investigado em horários críticos e ausência de comunicação durante o período compatível com a prática criminosa e posterior transporte do corpo. Cléber foi preso, confessou o crime e indicou onde estava o corpo e onde estava o celular dela.
Em interrogatório, ele relatou ter discutido com a vítima e entrado em luta corporal após uma tentativa de tomar o celular, antes de efetuar um "disparo supostamente acidental". Depois, ele disse ter transportado o corpo em seu veículo e descartado às margens da rodovia.
O aparelho de Daiane foi descrito como "elemento de maior relevância" pela PCGO, por ter registrado a presença prévia de Cléber no subsolo, a aproximação inesperada pelas costas e o início da agressão "sem qualquer indicativo de discussão prévia". Com as demais provas testemunhais, periciais e técnicas, o caso foi considerado concluído.
A polícia concluiu que Daiane foi morta com dois tiros. Os disparos teriam sido feitos fora do prédio, já que, do subsolo, poderiam ser ouvidos na recepção. Uma das balas ficou alojada na cabeça da corretora.
Fonte: O Globo
A gravação foi recuperada no celular da vítima, que foi localizado na tubulação de esgoto do edifício, confirmaram os investigadores em entrevista coletiva.
Daiane ficou desaparecida durante 42 dias, a partir de 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo para religar a luz de seu apartamento. Imagens de câmeras de segurança do elevador registraram o deslocamento da corretora, que levou consigo o celular e filmou toda a movimentação até ser atacada.
Até o crime, ao menos 12 processos envolvendo Cléber e Daiane corriam na Justiça, de crimes contra a honra a perseguição. Os dois protagonizavam uma sucessão de disputas administrativas, judiciais e pessoais que, segundo a investigação, ajudam a explicar a motivação do homicídio. Segundo a polícia, Cléber estava à espera da corretora, com luvas nas mãos, o que indica premeditação do ato.
Ele estava com luvas nas duas mãos e com a capota (da caminhonete) aberta. Ele posicionou o carro mais próximo ao local onde pretendia render a Daiane - afirmou o delegado João Paulo Mendes, na entrevista coletiva.
Polícia detalha crime
O corpo de Daiane foi localizado numa área de mata da mesma cidade do Sul de Goiás. Em nota enviada ao g1, a defesa do síndico disse que ainda não teve acesso à integralidade dos documentos inseridos na investigação e que só vai se manifestar após analisar todo o conteúdo.
Nesta quinta-feira, a Polícia Civil de Goiás convocou uma entrevista coletiva para detalhar a conclusão do caso, iniciado a partir do desaparecimento de Daiane e remetido ao núcleo de Homicídios ante a ausência de contato e "circunstâncias suspeitas".
Desde o início, as investigações apontavam para um desaparecimento "não voluntário", já que Daiane não levara objetos pessoais essenciais e não movimentou contas bancárias. Além disso, o celular dela deixou de emitir sinais de uso logo após o último registro e não havia histórico de fuga, depressão ou planejamento de viagem.
Os investigadores acrescentaram que outros elementos passaram a indicar a ocorrência de um crime violento, como a interrupção anormal de energia, relatos de testemunhas e análises periciais. O síndico tornou-se o principal suspeito. Cléber apresentou versões contraditórias sobre horários, procedimentos realizados, motivo da ida da vítima ao subsolo. A polícia também destacou que não havia registro de saída de Daiane do prédio nem testemunhos ou indícios de que ela teria deixado o local com vida.
O avanço das investigações apontou um "padrão típico" de crimes de ocultação de cadáver. Ainda de acordo com a polícia, a análise de dados telefônicos demonstrou deslocamento do investigado em horários críticos e ausência de comunicação durante o período compatível com a prática criminosa e posterior transporte do corpo. Cléber foi preso, confessou o crime e indicou onde estava o corpo e onde estava o celular dela.
Em interrogatório, ele relatou ter discutido com a vítima e entrado em luta corporal após uma tentativa de tomar o celular, antes de efetuar um "disparo supostamente acidental". Depois, ele disse ter transportado o corpo em seu veículo e descartado às margens da rodovia.
O aparelho de Daiane foi descrito como "elemento de maior relevância" pela PCGO, por ter registrado a presença prévia de Cléber no subsolo, a aproximação inesperada pelas costas e o início da agressão "sem qualquer indicativo de discussão prévia". Com as demais provas testemunhais, periciais e técnicas, o caso foi considerado concluído.
A polícia concluiu que Daiane foi morta com dois tiros. Os disparos teriam sido feitos fora do prédio, já que, do subsolo, poderiam ser ouvidos na recepção. Uma das balas ficou alojada na cabeça da corretora.
Fonte: O Globo
