Árvore centenária envenenada na praia de Alter do Chão mobilizou moradores do povo Borari, que denunciam crime ambiental e realizaram o replantio de mudas na área afetada.
Cinco árvores centenárias foram envenenadas na praia de Alter do Chão, distrito localizado a 37 km de Santarém, no oeste do Pará. O caso veio à tona na manhã deste sábado (28), quando moradores, em sua maioria indígenas do povo Borari, estiveram no local para replantar novas mudas e denunciar o que classificam como crime ambiental.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, lideranças afirmam que as árvores teriam sido envenenadas durante a madrugada. Segundo os relatos, além da perda das espécies consideradas "guardiãs do território", há risco de contaminação do solo e do rio que fica em frente à área afetada. Os moradores associam o ataque à especulação imobiliária e à tentativa de manter a vista livre para imóveis de alto padrão construídas a poucos metros da praia.
"Hoje eles mataram cinco árvores e a gente plantou 50. Ninguém para o povo organizado", afirmou uma das moradoras em vídeo, destacando que a resistência do povo Borari é responsável pela preservação ambiental e cultural que tornou Alter do Chão conhecida mundialmente.
Há anos, o povo borari enfrenta pressão imobiliária na vila. No ano passado, uma árvore também foi retirada da praia por uma moradora para a realização de uma festa de casamento, fato que gerou repercussão e críticas na comunidade.
Os indígenas cobram posicionamento das autoridades e reforçam que, às vésperas do aniversário da vila, a preservação ambiental precisa estar no centro das discussões. "Não é só alegria, é luta", diz o grupo, que promete continuar replantando mudas sempre que houver ataques à vegetação da região.
Fonte: Giro Portal Santarém
Em vídeos divulgados nas redes sociais, lideranças afirmam que as árvores teriam sido envenenadas durante a madrugada. Segundo os relatos, além da perda das espécies consideradas "guardiãs do território", há risco de contaminação do solo e do rio que fica em frente à área afetada. Os moradores associam o ataque à especulação imobiliária e à tentativa de manter a vista livre para imóveis de alto padrão construídas a poucos metros da praia.
"Hoje eles mataram cinco árvores e a gente plantou 50. Ninguém para o povo organizado", afirmou uma das moradoras em vídeo, destacando que a resistência do povo Borari é responsável pela preservação ambiental e cultural que tornou Alter do Chão conhecida mundialmente.
Há anos, o povo borari enfrenta pressão imobiliária na vila. No ano passado, uma árvore também foi retirada da praia por uma moradora para a realização de uma festa de casamento, fato que gerou repercussão e críticas na comunidade.
Os indígenas cobram posicionamento das autoridades e reforçam que, às vésperas do aniversário da vila, a preservação ambiental precisa estar no centro das discussões. "Não é só alegria, é luta", diz o grupo, que promete continuar replantando mudas sempre que houver ataques à vegetação da região.
Fonte: Giro Portal Santarém
