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Lula é hostilizado por populares durante visita a Ubá após temporais na Zona da Mata (MG)
Imagens que circulam nas redes sociais registram manifestantes gritando frases como "Lula ladrão" e "Acorda, Brasil". O presidente realizou visita ao município de Ubá, na Zona da Mata mineira, neste sábado (28/2), em meio a um cenário de danos provocados pelas chuvas que atingiram a região nos últimos dias.


Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi hostilizado por parte do público durante visita ao município de Ubá, na Zona da Mata mineira, neste sábado (28/2). Enquanto percorria áreas afetadas pelos temporais e cumprimentava moradores, grupos concentrados nas ruas entoaram palavras de ordem e críticas direcionadas ao chefe do Executivo.

Imagens que circulam nas redes sociais registram manifestantes gritando frases como "Lula ladrão, seu lugar é na prisão" e "Acorda, Brasil". A visita ocorreu em meio a um cenário de danos provocados pelas chuvas que atingiram a região nos últimos dias.

Em Ubá, seis pessoas morreram em decorrência dos temporais e duas permanecem desaparecidas. Segundo dados divulgados pelas autoridades locais, o município contabiliza 25 desabrigados e 396 desalojados.

Antes de chegar à cidade, o presidente desembarcou por volta das 9h40 no Aeroporto Presidente Itamar Franco, localizado em Goianá. De lá, seguiu de helicóptero para Ubá, onde visitou o Departamento de Assistência Social João de Freitas, no Centro. O prédio foi invadido pela água durante as chuvas, e, conforme relatos, idosos atendidos no local precisaram se abrigar sobre colchões para evitar o contato com a água.

Na sequência da agenda, Lula se deslocou para Juiz de Fora, onde realizou sobrevoo nas áreas atingidas. No município, foram registradas 64 mortes, cerca de 700 desabrigados e mais de 3.500 desalojados.

O presidente também caminhou pelo bairro Linhares acompanhado da prefeita Margarida Salomão e ouviu relatos de moradores afetados. Outro ponto visitado foi o abrigo montado na Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves, no bairro Bom Jardim, uma das unidades da rede municipal adaptadas para acolher famílias atingidas.

De acordo com a agenda oficial, o presidente deve ainda se reunir com prefeitos de municípios vizinhos, incluindo Matias Barbosa, e avaliar, junto às autoridades locais e federais, medidas emergenciais de assistência e reconstrução. O número total de mortos na região chega a 70, segundo balanço divulgado neste sábado.
  Com informações de G1

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