Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal revelam a organização de uma festa secreta em São Paulo e indícios de um esquema de monitoramento e coação digital.
O evento ocorreu em 31 de outubro de 2023 no Madame Satã, tradicional casa noturna localizada no centro da capital paulista. A festa contou com 140 convidados, sendo 20 homens e 120 mulheres, grande parte estrangeiras, e exigiu uma regra rigorosa: a proibição do uso de celulares no local.
Convidados e esquema de segurança na web
De acordo com as investigações da Polícia Federal, o evento serviu para estreitar relações com figuras de destaque. Conversas obtidas no aplicativo de mensagens mostram que o ex-ministro Fábio Faria auxiliou na articulação de convites para autoridades, incluindo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o senador Davi Alcolumbre e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
Os citados negaram qualquer participação na festa. Outros nomes apontados pela corporação, como o deputado federal Arthur Lira e o ministro Alexandre de Moraes, também negaram envolvimento com o evento.
A investigação da Polícia Federal aponta ainda que o banqueiro mantinha um esquema pago para monitorar, coagir e retirar conteúdos desfavoráveis da internet. O grupo contava com a participação de policiais e hackers, operando sob a alcunha de "A Turma".
Operador conhecido como "Sicário"
O principal operador do esquema de milícia digital era Luiz Phillipi Mourão, apelidado de "Sicário". Segundo os relatórios da Polícia Federal, ele recebia cerca de R$1 milhão por mês para executar as ordens do banqueiro.
Em março, Mourão se entregou na carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte e morreu dois dias depois no hospital. As autoridades continuam as investigações sobre as operações financeiras e a rede de monitoramento digital.
Fonte: Jornal da Band
O evento ocorreu em 31 de outubro de 2023 no Madame Satã, tradicional casa noturna localizada no centro da capital paulista. A festa contou com 140 convidados, sendo 20 homens e 120 mulheres, grande parte estrangeiras, e exigiu uma regra rigorosa: a proibição do uso de celulares no local.
Convidados e esquema de segurança na web
De acordo com as investigações da Polícia Federal, o evento serviu para estreitar relações com figuras de destaque. Conversas obtidas no aplicativo de mensagens mostram que o ex-ministro Fábio Faria auxiliou na articulação de convites para autoridades, incluindo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o senador Davi Alcolumbre e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
Os citados negaram qualquer participação na festa. Outros nomes apontados pela corporação, como o deputado federal Arthur Lira e o ministro Alexandre de Moraes, também negaram envolvimento com o evento.
A investigação da Polícia Federal aponta ainda que o banqueiro mantinha um esquema pago para monitorar, coagir e retirar conteúdos desfavoráveis da internet. O grupo contava com a participação de policiais e hackers, operando sob a alcunha de "A Turma".
Operador conhecido como "Sicário"
O principal operador do esquema de milícia digital era Luiz Phillipi Mourão, apelidado de "Sicário". Segundo os relatórios da Polícia Federal, ele recebia cerca de R$1 milhão por mês para executar as ordens do banqueiro.
Em março, Mourão se entregou na carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte e morreu dois dias depois no hospital. As autoridades continuam as investigações sobre as operações financeiras e a rede de monitoramento digital.
Fonte: Jornal da Band