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Jovem itaitubense passa por cirurgia inédita no norte do Brasil
Procedimento ocorreu no HRBA, em Santarém, e consistiu na regressão de tumores para evitar amputações.


Luziane Rodrigues da Silva, de 20 anos, passou por perfusão de membro no HRBA — Foto: Ascom HRBA/Divulgação

Na última quinta-feira (21), a itaitubense Luziane Rodrigues da Silva, de 20 anos, foi submetida a um procedimento raro e inovador, de alta complexidade. Jovem tinha um tumor em estado avançado para ser retirado cirurgicamente. Ela já havia realizado tratamento com quimioterapia e radioterapia e não teve regressão do tumor.


Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, comemorou o fato inédito na medicina da Região Norte do Brasil com procedimento em paciente oconlógica - Foto: Ascom HRBA/Divulgação

A alternativa para tentar preservar o membro era utilizar uma dose de quimioterapia muito maior do que o normal, o que não seria suportado por ela caso fosse feito pelo nível sistêmico, ou seja, passasse pelo corpo todo. O objetivo do procedimento era isolar a circulação sanguínea da perna do restante do corpo, para que ocorresse a aplicação do quimioterápico.


Após o isolamento, a circulação sanguínea passou a ser realizada fora do corpo, com auxílio de uma máquina que realiza o trabalho como se fosse o coração. A paciente ficou com duas circulações diferentes, uma só para a perna, com a medicação, e o restante do corpo, sem o quimioterápico. "A importância da perfusão seletiva do membro é mantê-lo oxigenado sem dano tecidual enquanto é infundido o quimioterápico junto com o volume normal da bomba, para facilitar a circulação da medicação no membro que está com lesão", detalha Igor Oliveira Valente, Perfusionista.


Para realizar o procedimento com êxito, foi preciso contar com profissionais de diferentes áreas de atuação. "Não tínhamos contato com esse procedimento, mas foi muito bem preparado previamente. Conseguimos colocar esse membro com uma circulação isolada, ocorrendo uma perfusão isolada da circulação sistêmica da paciente para facilitar a chegada do quimioterápico à perna", diz o cirurgião vascular Adelso Pedroza.


"Eu fiquei muito aliviada. Quando abri os olhos, após a cirurgia, e o dr. Marcos falou que havia sido um sucesso, me emocionei muito. Eu agradeço muito a Deus, primeiramente, e a ele, que se esforçou para realizar esse procedimento. O passo final será a realização de outra cirurgia para retirar o tumor", comemorou a paciente que tem alta hospitalar programada para hoje (28).


HRBA

Hospital Regional de Santarém é referência para mais de 1,1 milhão de pessoas dos 20 municípios do oeste do Pará - Foto: Geovane Brito/G1

O Hospital Regional do Baixo Amazonas atende casos de média e alta complexidades e presta serviço 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No Norte do País, o hospital avança em serviços de saúde, com a implantação de programas de transplantes renais, cirurgias cardíacas e a consolidação do tratamento oncológico. A unidade atende uma população estimada em mais de 1,1 milhão de pessoas, residentes em 20 municípios do Oeste do Pará.

O HRBA é uma unidade pública e gratuita de saúde, pertencente ao Governo do Pará e administrado, desde 2008, pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

No Norte do Brasil, foi o primeiro hospital público a obter o certificado máximo de qualidade, a ONA 3 - Acreditado com Excelência, concedido mediante o cumprimento das melhores práticas hospitalares e de qualidade assistencial. O HRBA também se tornou o primeiro hospital público do Brasil a obter o selo "Materiality Disclosures", emitido pela Global Reporting Initiative (GRI).

Fonte: O Impacto


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