JUSTIÇA

Delegado Conrado luta na justiça para permanecer atuando em Itaituba
Devido a insatisfação popular, o delegado está pleiteando judicialmente para reverter a sua transferência para a cidade de São Félix do Xingu.



Diante de toda a polêmica em torno da transferência do Delegado Conrado Wolfing, fato que tem contrariado muitos itaitubenses e também o próprio delegado, o caso entra em procedimento judicial para que haja uma avaliação do Juiz quanto à legalidade da medida, que é encarada por Conrado como perseguição política.

Em entrevista ao Giro, Conrado disse que quando recebeu a informação de que seria transferido, foi orientado por um deputado estadual a tentar reverter sua transferência judicialmente. Conrado afirmou ainda que o mesmo Deputado já entrou com um projeto de lei que será votado na assembleia, para acabar com a transferência de delegado por questões pessoais, para que isso possa aconteçer somente com o consentimento do próprio profissional.

O objetivo é que os delegados tenham também a inamovibilidade, como tem os juízes e promotores, uma garantia constitucional concedida aos magistrados e membros do ministério público de não serem transferidos, salvo por relevante interesse público.

"Veja bem, no momento que você tem inamovibilidade, você pode investigar corrupção na política, você pode prender parentes de políticos e você não será afetado. Hoje, dependendo da situação, você não tem segurança nenhuma, se você não bater com as ideias de políticos, você já é transferido". disse o delegado

"A gente tá na luta e vamos esperar a decisão judicial pra vê se realmente é questão de perseguição ou não" finalizou.

Conrado tem 51 anos, é natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e entrou na Polícia em 2014. Ele foi inicialmente alocado ao município de Jacareacanga, e por questões políticas, uma vez que começou a investigar a prefeitura por licitações fraudulentas, foi transferido.

Em Placas, local de sua transferência, teve problemas com madeireiros, uma vez que tinha apreendido caminhões que transportava madeira irregular, sem nota fiscal. A pressão dos madeireiros fez com que ele viesse para Itaituba.

Em Itaituba, desenvolvendo um trabalho policial com cão farejador, Conrado teve sua transferência não justificada devido atritos com políticos, conforme ele mesmo relata. Por duas vezes, populares que apoiam o trabalho desenvolvido por ele, se mobilizaram e organizaram um abaixo-assinado com intuito de que ele permanecesse.

Fonte: Portal Giro




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