REGIONAL

Mortes em caminhão-cela da Susipe teriam ocorrido por falta de oxigênio
Sobreviventes teriam explicado o que houve diante de representantes do Ministério Público; Presos eram transferidos de Altamira para Belém.




Crédito: Ascom Susipe

Os quatro detentos encontrados mortos em um caminhão-cela do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) teriam morrido por falta de oxigênio. A informação foi divulgada pelo portal Pará News na quarta-feira, 31. Segundo a publicação, o relato sobre as circunstâncias das mortes teria sido dado pelos sobreviventes ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA).

Portal Roma News procurou o MPPA para confirmar a informação. Segundo a assessoria de comunicação do órgão, representantes do Ministério Público, de fato, estiveram com os sobreviventes do caminhão, mas o teor dos depoimentos ainda não foi divulgado.

A versão apresentada pelo Governo do Estado é de que as mortes teriam ocorrido após uma briga entre os próprios detentos que estavam sendo transferidos do Centro de Recuperação de Altamira após o massacre que culminou com a morte de 58 presos. De acordo com a Susipe, alguns dos detentos teriam se soltado e estrangulado as vítimas.

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) disse ainda que a ação não era esperada já que todos os homens transportados eram da mesma facção e viviam juntos nas mesmas celas no presídio de Altamira.

A versão do Estado para as mortes foi negada pelos sobreviventes. Segundo o portal Correio de Carajás, os presos teriam dito ao MP, que as mortes ocorreram por falta de ventilação dentro do caminhão. Vários deles teriam passado mal e tentado chamar a atenção dos responsáveis pelo transporte porque o exaustor do veículo não estaria funcionando.

Os corpos dos quatro detentos mortos no caminhão foram levados para o IML, em Marabá, que deve emitir laudo sobre a causa das mortes.

Os mortos no caminhão-cela da Susipe são:

•   José Ítalo Meireles de oliveira, de 22 anos;
•   Dhenison de Souza Ferreira, de 24 anos;
•   Valdenildo Moreira Mendes, de 30 anos;
•   Werik de Souza Lima, de 20 anos.




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