DENÚNCIA

Funcionários da Serabi denunciam descaso da empresa quanto à Pandemia do Coronavírus
A maior preocupação é com o fato de muitos colaboradores virem de fora do estado e de outros países; também não há previsão de suspensão das atividades.




(Foto: Reprodução)

Na manhã desta sexta-feira (20), funcionários que atuam na Serabi Mineração procuraram o Giro para denunciar o descaso e a despreocupação da empresa quanto à pandemia do Coronavírus na região itaitubense. Segundo informações, na empresa atuam colaboradores de várias regiões do Brasil e de países estrangeiros, fato que facilitaria uma possível contaminação entre os funcionários, visto que trabalham mais de 400 colaboradores.

Além disso, apesar de ter sido aprovado e assinado um Decreto municipal (Decreto Nº 036/2020), que obriga a suspensão das atividades em diversas empresas, por 15 dias, e restringe a aglomeração de pessoas em apenas um local.
 

"A empresa não parou e pode acontecer algo pior lá dentro, pois lá tem gringos, canadenses, peruanos, e todos passaram por são Paulo e etc., para chegar até  aqui. Parece que chegaram dia 17 da folga (de 30 dias) e vai uma equipe no próximo domingo, depois virá outra no outro domingo. A empresa não está nem aí para a vida do trabalhador, qualquer coisa eles só indenizam a família e ponto final", afirmou um funcionário.


Conforme informado, somente na Mina São Chico trabalham cerca de 200 pessoas. Na Mina Palito atuam em média 400 funcionários e aproximadamente 75% dos colaboradores da empresa são de outros estados do Brasil e de outros países.
 

"Só o fato de ter muita gente de fora, já fico com medo, principalmente por causa da viagem daqui para lá no ônibus e também quando chegar lá. Lá também tem muita gente de Novo Progresso e de Itaituba. Digo que lá a gente está muito exposto ao vírus, logo que nos alojamentos, nos horários do café e almoço, todos ficam muito próximos um do outro", disse um dos colaboradores.

 

"Ouvi alguns comentários de que quem irá para a folga no próximo domingo ficariam já em casa, mas o que vão entrar de volta para trabalhar já entrariam em quarentena na empresa. Ninguém mais poderia sair e nem entrar aqui", finalizou um informante.


O Giro tentou contato com a empresa, mas não obteve retorno.

Fonte: Portal Giro




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