TRAGÉDIA

Um mês após naufrágio no AP, operação retira navio do fundo do Rio Amazonas
Embarcação estava a 12 metros de profundidade e mais de 400 metros da margem do rio. Tragédia deixou mais de 30 mortos e 51 sobreviventes.




Navio Anna Karoline 3 foi retirado do fundo do Rio Amazonas, entre o Amapá e o Pará, neste domingo (29) — Foto: Sejusp/Divulgação

O navio Anna Karoline 3, que naufragou no Sul do Amapá há exatamente um mês, foi retirado do fundo do Rio Amazonas neste domingo (29). O plano iniciou no dia 21 de março e precisou de ajustes ao longo da semana. A embarcação foi movida para a margem mais próxima, onde foi içado.

O procedimento é feito principalmente para buscar pessoas que ainda estão desaparecidas em áreas que antes não podiam ser acessadas com segurança pelas equipes de busca. O último corpo foi retirado do local no dia 11 de março. Foram 34 mortos no naufrágio e 51 sobreviventes, entre passageiros e tripulantes.

O processo é feito por uma empresa contratada emergencialmente pelo governo do estado, pelo valor de R$ 2,4 milhões, e foi autorizado pela Marinha do Brasil, que acompanha cada etapa, assim como a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Processo é feito com auxílio de reflutuadores e guindastes — Foto: Sejusp/Divulgação

A embarcação estava a 12 metros de profundidade, a mais de 400 metros da margem mais próxima do rio, e na divida do Amapá com o estado do Pará.

Como o número de passageiros da viagem que partiu de Santana, no Amapá, com destino a Santarém no Pará, era incerto por não haver lista oficial da embarcação, o governo estadual deixou de atualizar em 6 de março a quantidade de desaparecidos.

Reflutuação é feita através de uma balsa com dois guindastes — Foto: MAAR/Divulgação

O Estado deve fazer uma ação de ressarcimento de valores contra a proprietária da embarcação, porque ela é a responsável pelo navio e a retirada dele do rio.

As primeiras imagens da localização precisa do navio foram registradas em um scanner sonar, que mostra detalhadamente a estrutura naufragada. O comboio para remoção é composto por guindastes, flutuadores e equipamentos de mergulho.

A Sejusp informou que o trecho do rio onde aconteceu o acidente foi isolado para que haja o controle de tráfego. Após a reflutuação, que ainda não tem previsão de término, a Marinha e a Polícia Técnico-Científica (Politec) faz, de imediato, a perícia do navio. Após a reflutuação e perícia, o barco terá o município de Santarém, no Pará, como destino.

Fonte: G1 Amapá




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