ECONOMIA

6,7 milhões de pessoas caíram em golpe do falso auxílio emergencial
Os golpes ocorrem por meio de links disseminados pelo WhatsApp e, ao clicar, a vítima tem que responder algumas perguntas e é incentivada a compartilhar o link com outros contatos para ter acesso ao falso benefício.




(Imagem Ilustrativa)

Muitos golpistas aproveitam momentos de fragilidade e desespero para realizarem seus ataques, e não foi diferente durante a pandemia da Covid-19. A bola da vez é o auxílio emergencial de R$600 - apelidado de 'coronavoucher'.

A equipe do dfndr lab - laboratório especializado em segurança digital da PSafe - identificou um site com cadastro falso para o recebimento do auxílio. Desde março, foram detectadas que mais de 6,7 milhões de pessoas compartilharam e acessaram esse golpe.

"Para tornar o ataque mais verídico, alguns golpes se aproveitam de ações reais que grandes empresas e o governo estão realizando para enfrentar o Coronavírus, como a doação de álcool em gel e pagamento de benefícios à população", conta Emilio Simoni, diretor do dfndr lab.

Emilio ainda conta que "a tendência é que o número de ataques e de vítimas aumente nos próximos dias, principalmente, em decorrência do agravamento da situação do país neste momento de crise".

Golpistas também usaram apps falsos

Com o anúncio do lançamento do aplicativo da Caixa para o cadastramento de trabalhadores informais que receberão os R$600, os cibercriminosos se adiantaram e dezenas de apps falsos foram criados.

"Vários aplicativos falsos que apareceram de ontem para hoje. Como o app da Caixa é novo e foi lançado agora, quando o usuário faz a busca, muito apps falsos aparecem na frente, porque já foram muito baixados e acessados", explica Emilio Simoni.

Entenda como funcionam esses golpes

Geralmente esses links são disseminados pelo WhatsApp e, ao clicar, a vítima tem que responder algumas perguntas e é incentivada a compartilhar o link com outros contatos para poder ter acesso ao falso benefício.

Isso aumenta ainda mais a disseminação, pois a pessoa acaba compartilhando com seus amigos e familiares. Estes, por confiarem em quem enviou o link, acabam caindo também no golpe e compartilhando com mais pessoas.

O que os golpistas ganham com isso?

Muitas vezes, o usuário acaba fornecendo seus dados pessoais, o que acarreta, "principalmente, prejuízos financeiros, mas também é possível que ocorra o registro do celular em serviços pagos de sms, roubo de credenciais de redes sociais e e-mail, ou a instalação de um aplicativo malicioso", explica Simoni.

Além disso, os golpistas também podem ganhar dinheiro com a visualização de publicidades.

Como saber se o link é confiável?

O diretor do dfndr lab alerta: "É importante reparar que os sites do governo brasileiro possuem terminação 'gov.br'. No caso do site oficial para solicitar o auxílio emergencial ao cidadão vemos esta terminação: auxilio.caixa.gov.br".

Ele aconselha que, para ter certeza de que está em um site oficial, o usuário procure o endereço desejado em um site buscador como o Google. Por fim, o diretor pontua três medidas de segurança:

1. Os aplicativos de conversa são os principais meios utilizados para disseminar golpes digitais. Utilize soluções de um aplicativo de segurança no celular que disponibilize proteção contra sites maliciosos;
2. Evite fornecer seus dados pessoais sem antes saber se o site é oficial e confiável;
3. Tenha cuidado ao clicar em links compartilhados no WhatsApp ou nas redes sociais. Antes de compartilhar informações, procure em veículos confiáveis e fontes oficiais, jornais e sites para confirmar se aquilo é realmente verdadeiro.

Fonte: Folha Dirigida


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