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​“E se nós cairmos, quem irá cuidar de você?” diz técnica de enfermagem de Itaituba
Em desabafo nas redes sociais, a profissional de saúde conta o que mudou na vida dela desde a chegada da pandemia e faz apelo para as pessoas levarem a doença a sério.


Andressa Silva, Técnica de Enfermagem e Socorrista do Samu. (Foto Redes Sociais)

Em 3 dias, Itaituba teve um salto de 13 para 54 casos confirmados de covid-19, são 03 óbitos e 118 pessoas sendo monitoradas. Mesmo assim, muitos moradores demonstram pouca preocupação e aparentemente não se deram conta da real situação em que o Brasil e o Mundo se encontra, mesmo com os constantes apelos das autoridades e imprensa.

Por outro lado, há uma parte da população que nem teve tempo de pensar e já precisou lidar de cara com uma realidade totalmente nova - e muito arriscada. Os profissionais de saúde encaram diariamente o contato direto com pessoas infectadas e o cenário de dor e sofrimento das famílias que tem parentes hospitalizados e/ou até mesmo mortos em decorrência da covid.

Nesta sexta-feira (15), a Técnica de Enfermagem Andressa Silva, que atua no SAMU de Itaituba, usou as redes sociais para falar como está sendo conviver com o atual cenário e admite o cansaço, além de falar sobre o medo que os profissionais da saúde vem tendo, em decorrência do grande aumento de casos e da baixa taxa de isolamento social em Itaituba.
 

Andressa relata que muitas pessoas que ainda persistem em se aglomerar, sem fazer o uso de máscaras e obedecer o distanciamento social, têm sorte. “Sorte de poder ter a opção de estar em casa e se isolar, enquanto outros estão graves no hospital querendo ver suas famílias, sem saber se vão evoluir mais ainda e chegar a óbito, hoje temos 2 óbitos por covid-19 [agora são 3]. Sorte por “talvez” não ter tido a contração do vírus, pois agora é difícil discernir quem está ou não.” afirmou.

A Técnica ainda pondera que a população tem uma opção, que é o isolamento e, mesmo sendo “chato” é a melhor opção neste momento.
 

“Sei que é chato o isolamento, mas acredite, é melhor está no conforto da sua cama em casa, do que entrando em uma ambulância pedindo até pelo amor de Deus por oxigênio pois não consegue respirar, e quem sabe evoluir a um estado grave da doença e ser intubado, e não rever sua família. Não vai ter despedida, não vai ter “segura na minha mão”, não vai ter velório, não vai ter aquele último adeus e palavras bonitas”, descreve.

Entre as preocupações e aflições, pontua ainda que “Os profissionais de saúde já estão esgotados. Cansados de ser humilhados pela população ignorante. Cansados por não dormirem mais, atendendo ligações, orientando, indo visitar as residências. Cansados de passar horas em pé dentro da UTI ou no Isolamento com olhar de desespero, pois esperavam nunca vestir aquela paramentaçao. Cansados por não poderem ir a suas casas, ver seus pais, filhos, amigos. Buscando não levar contaminação mesmo usando toda uma paramentação para exercer com dignidade e dar seu melhor para salvar vidas. E se nós cairmos, quem irá cuidar de você?”

Ao fim do relato, Andressa faz um apelo e pede mais compreensão por parte da população, para que possam ficar mais tempo em casa e se previnam. “Isole-se enquanto tem a oportunidade. Cuide-se, previna-se de todas as formas possíveis repassada pela OMS. Agora não é o momento para ser “atleta”, exercitam-se em casa. Fique em casa pelo amor de Deus!” finalizou.

Fonte: Portal Giro


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