MEIO AMBIENTE

Área de preservação ambiental invadida em Itaituba é desocupada
Cerca de 600 pessoas haviam invadido o terreno que fica localizado entre os bairros Maria Madalena e Wirland Freire.




Ocupação iniciou no domingo (28). (Foto: On News)

Um terreno invadido em uma Área de Proteção Ambiental (APA) de Itaituba foi desocupada nesta segunda-feira (29). A ocupação começou na manhã deste domingo (28) em um terreno localizado entre os bairros Maria Madalena e Wirland Freire. Recentemente um corpo de um adolescente de 17 anos foi encontrado neste terreno.

Segundo informações dos ocupantes, a invasaão no terreno foi uma forma de protestar e reivindicar por moradias. Além de que, de acordo com Francisco Alberto, morador do bairro Maria Madalena, o terreno está servindo apenas de ponto de prostituição, esconderijo de bandidos e produtos roubados.

Cerca de 600 pessoas já haviam ocupado o terreno. (Foto: On News)

A dona de casa Francisca da Conceição Silva de 42 anos, é solteira, mãe de três filhos e mora de favores na casa da mãe. Segundo ela, toda renda vem do bolsa família que é apenas para manter o sustento dos filhos. Sem trabalho ela não tem condições de pagar aluguel e viu na invasão uma oportunidade de realizar o sonho da casa própria. ” espero que essa ocupação dê certo para eu ter a minha própria casa” disse a mulher.

Segundo Alcides Silva Cruz, que é coordenador de uma entidade que acompanha as eleições para presidente dos bairros, o terreno invadido pertence à família do empresário Armando Miqueiro, que faleceu no dia 17 de maio em Belém. Outra parte do terreno, pertence à prefeitura do município e será usado futuramente para a construção de uma “escola Bosque”.

Na manhã desta segunda-feira (29), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) com o apoio da Polícia Militar, retiram os ocupantes do local. “Essa área não pode ser tocada, não pode ser danificada”, relatou Alisson Teixeira, fiscal de meio ambiente.

A polícia esteve no local para retirar os ocupantes. (Foto: On News)

A área invadida trata-se de uma reserva legal averbada para o conjunto do loteamento, e que ainda está em tramitação e ainda não foi encaminhada ao município. Independente da área ser da prefeitura ou da família do empresário Armando Miqueiro, "ela foi averbada como parte de um processo ambiental que contempla o perfil ambiental do conjunto", informou o fiscal. 

Para que haja qualquer tipo de construção no local é preciso que seja feita uma solicitação de alteração e o quantitativo precisa ser permissivo.

A Polícia informou que a operação foi pacífica e não houve nenhuma intercorrência durante a desocupação.

Fonte: On News




 




COMENTÁRIOS







VEJA TAMBÉM



MEIO AMBIENTE  |  27/06/2020 - 15h





MEIO AMBIENTE  |  25/06/2020 - 10h


MEIO AMBIENTE  |  24/06/2020 - 18h