ALIMENTAÇÃO

Após MPF mover ação contra Funai e Conab, cestas básicas são encaminhadas à indígenas de Jacareacanga
Cerca de 1.750 cestas foram direcionados à comunidade; Segundo a ação, o envio de mantimentos aos povos indígenas deve ocorrer mensalmente, enquanto durar a pandemia da covid-19.




Parte do alimento encaminhado aos povos indígenas de Jacareacanga. (Foto: Alécio Freitas/Portal Giro)

A justiça concedeu favorável a ação movida na justiça pelo Ministério Público Federal (MPF), no dia 10 de junho, que obriga a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a fornecerem cestas básicas e material de higiene para povos indígenas no Pará enquanto durar a pandemia do novo coronavírus. Leia a ação na íntegra.

Na manhã desta quarta-feira (01), cerca de 1.750 cestas básicas foram encaminhadas às aldeias indígenas da região de Jacareacanga. Segunda a Funai, cada cesta contém 21 kg de produtos, com a seguinte composição: 10 kg de arroz; 4 kg de feijão; 2 kg de açúcar; 2 kg de farinha de mandioca; 1 kg de leite em pó; 1 kg de macarrão e 1 pet de óleo de soja.

Alimentos foram higenizados. (Foto: Alécio Freitas/Portal Giro)

A logística de envio ocorre com o apoio do 53° Batalhão de Infantaria de Selva (53ºBis), que realiza o transporte do alimento até o município de Jacareacanga, de modo seguro, segundo todos os protocolos de segurança para que não haja contágio pela covid-19 nas aldeias que as cestas forem entregues.

53º Bis fará o trasporte até Jacareacanga. (Foto: Alécio Freitas/Portal Giro)

Os alimentos que formaram as cestas, vieram da Unidade Armazenadora da Conab, em Ananindeua, região metropolitana de Belém. Em Itaituba, eles estavam armazenados no Ginásio do Instituto Federal do Pará (IFPA), onde os militares do 53º Bis realizaram o trabalho de higienização, tanto nas cestas quanto no caminhão usado para o transporte.
 
A recomendação do MPF e ação na Justiça

O pedido havia sido feito antes, por meio de recomendações do MPF, mas apesar de reconhecer a necessidade, os órgãos do governo federal não entregaram, até hoje, os alimentos e kits de higiene suficientes para atender a todas as comunidades.

A ação, que foi ajuizada em Santarém, pretende garantir a segurança alimentar e sanitária dos povos indígenas, isso porque, sem acesso seguro aos alimentos nas aldeias, muitos indígenas tiveram que se deslocar para as cidades para acessar benefícios sociais e adquirir mantimentos, o que pode ter provocado a contaminação pela covid-19.

O risco de disseminação do novo coronavírus dentro de terras indígenas a partir de deslocamentos para as cidades era bem conhecido de todos os órgãos que atuam na questão.

Apesar da recusa formal em comprar os alimentos, a Funai apontou a Conab como responsável pelas aquisições e se comprometeu em apoiar a distribuição. Desde abril as comunidades aguardavam as cestas básicas e os kits de higiene.

Fonte: Portal Giro




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