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"É conversa de gente besta", diz Valmir em entrevista ao Fantástico sobre mercúrio em peixes do Tapajós
“Nunca encontrei um pedaço de azougue no bucho de um peixe”, afirma o prefeito de Itaituba durante entrevista que foi ao ar na edição do fantástico deste domingo (30).




Valmir Climaco durante entrevista ao Fantástico. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Na noite do último domingo (30), uma reportagem especial do Fantástico, revista eletrônica da Globo, que vai ao ar todos os domingos das 21h às 23h, mostrou como toneladas de mercúrio entram clandestinamente no país para abastecer garimpo de ouro, incluindo a região do Tapajós, em Itaituba.

De acordo com o que foi apresentado na reportagem, a extração ilegal de ouro na Amazônia depende de um elemento altamente tóxico: o mercúrio. Mas, o material envenena os rios e ameaça à saúde de toda a população da região.

Ainda segundo a matéria, a maioria dos garimpos ilegais na região de Itaituba fica nas terras do povo mundurucu. Estima-se que haja mais de 60 mil garimpeiros na região.

Em sua participação na reportagem, o prefeito de Itaituba, Valmir Climaco, do MDB, disse que "essa história de que os peixes do Tapajós estão contaminados com azougue é conversa de gente besta", e logo em seguida complementou dizendo "nunca encontrei um pedaço de azougue no bucho de um peixe", finaliza.

O médico e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocuz), Paulo César Basta, disse que o mercúrio, popularmente conhecido como azougue, não vai estar dentro do bucho do peixe e quando ele se fixa no músculo do vertebrado, que é a parte que os seres humanos comem, não é possível ver isso.
 
Toneladas de mercúrio entram clandestinamente no país para abastecer garimpos. (Foto: Reprodução/Tv Globo)

Paulo Basta analisou amostras de cabelo dos índios em três aldeias para medir a contaminação por mercúrio, "à medida que a equipe avançava para as aldeias que estavam mais próximas ao garimpo, a situação que a gente via era mais grave, os índices de contaminação eram mais elevados", disse Paulo.

Homem que fornecia mantimentos aos garimpos falou ao Fantástico; mas, com medo de retaliação, não quis se identificar: "O garimpo é um local sem lei. Já vi umas cinco ou seis pessoas morrendo. Ele quer saber de arrancar o ouro. Fica para lá o resto de mercúrio, resto de óleo diesel, resto de gasolina. Tudo jogado no meio do mato e no rio".

Fonte: Portal Giro, com informações do Fantástico





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