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PA é o estado com maior aumento de casos de lesão corporal por violência doméstica
Assassinatos de mulheres diminuíram, mas estado teve o segundo maior aumento de casos de feminicídio. Casos de estupro ainda são altos, mas tiveram queda.




Dia da Mulher: vítima de agressão precisa abandonar a própria casa para não ser morta. (Foto: Divulgação)

O Pará é o estado com maior aumento de casos de mulheres agredidas vítimas de lesão corporal no contexto de violência doméstica no primeiro semestre deste ano. Segundo dados do Monitor da Violência, divulgados nesta quarta (16), levantamento exclusivo feito pelo G1, foram 1.827 casos em 2019 e 2.674 em 2020. A alta foi de 46%.

Ainda de acordo com o levantamento, o estado registrou queda tanto em assassinatos de mulheres quanto em casos de estupro, embora os números ainda sejam considerados altos.

Em 2019, foram 112 mortes em 2019 e 89 em 2020. Já em relação aos casos de estupro, foram 412 este ano e 331 no ano anterior.

O crime de estupro de vulnerável continua com números altos no estado, mas diminuíram em relação ao ano anterior. São 1.174 registros em 2019 e 841 em 2020, apontando redução de 28%.

Feminicídio

As mortes registradas como feminicídio tiveram alta este ano no Pará. Foram 17 vítimas no primeiro semestre de 2019 e 36 no mesmo período deste ano, ainda segundo os números do Monitor da Violência. É o segundo estado com maior aumento de registros, atrás somente do Acre.

Denuncie

Para fazer denúncias sobre crimes e outros formas de violência contra mulher, qualquer pessoa pode enviar mensagens para o Disque Denúncia, pelo número (91) 98115-9181, ou ligar para 181. Se precisar de atuação policial imediata, é possível ligar para o Centro Integrado de Operações (Ciop) 190.

A Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) disponibiliza também o aplicativo SOS Maria da Penha, voltado para mulheres com medidas protetivas que podem acionar viatura policial mais próxima ao se sentirem ameaçadas.

Ainda de acordo com a secretaria, a Fundação ParáPaz atende de forma remota pela plataforma digital "ParáPaz Acolhe", que permite a triagem e encaminhado para autoridades competentes.

Fonte: G1 Pará




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