JUSTIÇA

Ex-funcionários da Itacimpasa protestam em frente ao prédio da Justiça do Trabalho, em Itaituba
Manifestantes cobram pagamentos referentes a salários atrasados e direitos trabalhistas, que foram prometidos pela empresa, mas até hoje não teriam sido pagos.




Grupo reunido em protesto na manhã desta quarta-feira (30). (Foto: Weslen Reis).

Na manhã desta quarta-feira (30), um grupo de ex-funcionários da empresa Itacimpasa se reuniram em forma de protesto, em frente ao prédio da Justiça do Trabalho, em Itaituba, a fim de obter um posicionamento da justiça. Os manifestantes se reuniram com o intuito de pedir respostas ao Juiz sobre o andamento dos processos trabalhistas difundidos por eles contra a empresa, com cartazes contendo diversos questionamentos.

Em 2019, segundo informações, a justiça já teria decretado a indisponibilidade de bens da empresa para o pagamento de salários de mais de 400 ex-funcionários, no entanto, até hoje não teriam recebido nenhum valor sequer referente ao pagamento de salários atrasados e direitos trabalhistas. 

Um manifestante, comentou que esperam respostas a respeito dos bens, se já foram a leilão ou quando vão ser levados a leilão. E que são pais de família esquecidos pela justiça. Relatou ainda, que recentemente advogados representantes da fábrica veio até Itaituba a fim de renegociar pagamentos de salários. 

A proposta lançada aos ex-funcionários, era de que a empresa iria adimplir com suas obrigações financeiras, desde que eles abrissem mão de 50% do valor devido, sem correções monetários e afins. "Esse é um tipo de acordo de ter que abrir mão de 50% do valor, é imoral e humilhante para nós trabalhadores. Todo mundo que tá aqui deu o melhor de si naquela empresa", pontuou um manifestante.

Diante disso, o vereador Luiz Fernando Sadeck, o Peninha, que vem acompanhando o caso, destacou imoral tal proposta feita aos ex-funcionários, complementando ao bens que a empresa possui e que deveriam ir a leilão para que as dívidas fossem adimplidas.

"Eles procuraram alguns colaboradores fazendo propostas indecorosas, indecentes, imorais, para fazer negociação do pagamento e em forma de parcelamento; o que certamente não foi aceito. A empresa tem que pagar, arrumar dinheiro. Ela tem vários bens que precisa ir a leilão para pressionar ela a pagar", finalizou Peninha.

Fonte: Plantã24h




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