POLÍTICA

O que Itaituba ganha com a emancipação de Moraes Almeida?
O Giro conversou com Neri Prazeres, diretor do Consórcio de Município do Tapajós, e com Dom Wilmar Santin, Bispo da Prelazia de Itaituba, que relataram os prós da criação do novo município na região.




Neri Prezeres, à esquerda e Dom Wilmar Santin, à direita. (Foto: Reprodução)

Faltam pouco mais de 11 dias para as eleições 2020, onde o eleitor itaitubense escolherá não somente o próximo gestor municipal e os 15 representantes no poder legislativo do município, mas também decidirá sobre o destino de Moraes Almeida, que almeja a emancipação do atual território do distrito, o Portal Giro procurou algumas grandes lideranças da região para falar sobre a importância da criação desse novo município e o que a população de Itaituba ganha com desmembramento.

O primeiro a falar sobre a emancipação de Moraes e Neri Prazeres, diretor do Consórcio de Município do Tapajós e dos coordenadores do movimento que levou à emancipação de Novo Progresso na década de 90. Ele também foi eleito o primeiro prefeito daquele município, que ali nascia.

Na época, também houve um movimento para criação de outros dois municípios, Trairão e Jacareacanga, ambos os territórios faziam parte de Itaituba, e foram reconhecidos no ano de 1993, comentou Neri Prazeres.
O desmembramento das três localidades ocorreu para que pudesse haver uma descentralização dos serviços ofertados, ocorrendo um atendendimento com mais plenitude a toda população, tanto de Itaituba quanto das demais localidades. É com essa mesma tese que surgiu o movimento para buscar criar o município de Moraes.

Moraes Almeida. (Foto: Reprodução)

O distrito fica localizado a cerca de 300km da sede de Itaituba e, segundo Neri Prazeres, a distância acaba deixando os moradores daquela região sem uma assistência local efetiva. A população tem que buscar serviços dos órgãos públicos em Novo Progresso (NP), cidade mais perto da região, localizada a cerca de 100km do distrito. Para Neri, isso acaba saturando ambos municípios, pois, de um lado NP recebe demandas que não são de suas responsabilidades, e Itaituba não consegue dividir igualitariamente os atendimentos a todos os cidadãos, dessa forma:
 

“Moraes Almeida como distrito acaba gerando mais gastos do que lucro para os cofres do município de Itaituba. Precisa ser emancipada para abrir caminhos e alavancar a própria economia e também a economia das cidades vizinhas. [...] não se preocupem que Moraes Almeida não vai trazer prejuízo algum e sim muito lucros para a cidade pepita”.


Para Consórcio de Município do Tapajós, Neri relata que a criação de um novo munícipio na Rodovia BR-163 trará mais forças ao grupo, onde trabalhará em parceria quanto as questões regionais, e também para lutar pelo ferrogrão e pelas novas empresas na região.

Prédio do Consórcio Tapajós em Itaituba. (Foto: Rubson Vieira/Portal Giro)

Outra liderança da região que se mostra favorável a criação da cidade de Moraes Almeida é o Dom Wilmar Santín, Bispo da Prelazia de Itaituba. Para ele, a distância que existe entre a sede do município e o Distrito já é um dos pontos que deve ser levado em consideração para que haja a emancipação.  “O distrito precisa ser emancipado pelo grande potencial que tem para se desenvolver quanto município. Trazendo consigo, um enorme valor econômico para toda nossa região”, afirma o líder da igreja católica em Itaituba.
 
No ponto de vista religioso, Dom Wilmar afirma que Moraes Almeida se tornando município, cria-se melhores condições para ser implantado uma paróquia no local, além disso, é preciso que a população aplique a chamada regra de ouro, apresentada no evangélico de Mateus 7:12, onde diz: “Portanto, tudo quanto quereis que as pessoas vos façam, assim fazei-o vós também a elas, pois esta é a Lei e os Profetas. Os dois únicos caminhos”.

Dom Wilmar Santin. (Foto: Reprodução)

Para isso, Dom Wilmar utiliza de exemplo hipotético para mostrar a população o quão é importante votar SIM (44) no dia 15 de novembro para emancipação de Moraes. “Se eu estivesse morando em Moraes Almeida, eu gostaria que se tornasse município, mas eu não estou morando lá. Portanto deve-se aplicar o principio evangélico e votar a favor, porque é o que eu queria se eu morasse lá”, finaliza o Bispo.

Fonte: Portal Giro
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