NATUREZA

Chuvas fazem um terço dos municípios paraenses decretarem situação de emergência
Quase 40 cidades foram afetadas fortemente por situações climáticas, o que resulta em ajuda federal. Entre elas estão Aveiro, Trairão, Rurópolis, Novo Progresso e Jacareacanga.


Foto: Reprodução

Ao todo, 39 municípios paraenses decretaram situação de emergência em decorrência de desastres naturais somente neste ano. Na maioria dos casos, as fortes chuvas, alagamentos e enchentes, característicos para esta época do ano, destruíram pontes, deixando comunidades inteiras isolada e centenas famílias desabrigadas.  

A lista inclui: Itupiranga; São Geraldo do Araguaia; São Domingos do Araguaia; Eldorado do Carajás; Ipixuna do Pará; Água Azul do Norte; Óbidos; Marabá; Rondon do Pará; Tucumã; São Félix do Xingu; Pacajá; Rio Maria; Bom Jesus do Tocantins; Dom Eliseu; Alenquer; Rurópolis; Novo Repartimento; Aveiro; Trairão; Jacareacanga; Novo Progresso; Nova Ipixuna; Baião; Almeirim; Oriximiná; e Prainha. Na lista daqueles que apenas decretaram estão: Redenção; São João do Araguaia; Santa Maria das Barreiras; Belterra; Curuá; Alenquer; Juruti; Faro; Óbidos; Terra Santa; Monte Alegre; e Santarém.

Ao todo, 39 municípios paraenses decretaram situação de emergência em decorrência de desastres naturais somente neste ano. Na maioria dos casos, as fortes chuvas, alagamentos e enchentes, característicos para esta época do ano, destruíram pontes, deixando comunidades inteiras isolada e centenas famílias desabrigadas.  

Uma das cidades afetada por intensas chuvas foi Bom Jesus do Tocantins, localizada no sudeste do Pará. Para minimizar os efeitos causados pelos desastres naturais, o município chegou a receber R$ 469,3 mil do Governo Federal destinados à aquisição de kits de alimentação, limpeza, higiene pessoal e dormitório. 

"No nosso município, no período chuvoso, de dezembro a maio, as fortes chuvas derrubaram muitas pontes e destruíram boeiros.  Nós temos quase 2,5 mil km de estradas vicinais e muitas famílias ficaram isoladas nessas comunidades. Com isso, fizemos um decreto emergencial que foi reconhecido pelo Estado e pelo Governo Federal, e conseguimos um valor de recurso para que no verão a gente comece a fazer boeiros e pontes, na expectativa de que no ano que vem não aconteça o mesmo problema", afirmou João da Cunha  Rocha (PSC), prefeito do município. 

Na avaliação do chefe do Poder Executivo na cidade, as características da região dificultam o combate aos desastres naturais. Dessa forma, é preciso trabalhar em outras épocas do ano para reduzir possíveis impactos. Em Bom Jesus do Tocantins, a prefeitura municipal tem mapeado as áreas mais atingidas na tentativa de diminuir os prejuízos causados pelas chuvas.  

Prejuízos

"Nós moramos na região Amazônica, então quando é período de chuva é chuva mesmo. Muitos municípios têm uma extensão territorial muito grande, então, os prejuízos são incalculáveis. No verão, a prefeitura, dentro das suas possibilidades, acaba fazendo o básico, limpando as estradas vicinais para dar o acesso, mas no inverno é lama, enxurradas, e acaba destruindo as estradas. Só o fato da comunidade ficar isolada já é um grande prejuízo", pontua. 

Para solucionar os efeitos dos desastres ambientais, João da Cunha Rocha ressalta a importância de uma equipe de Defesa Civil atuante. "Todos os municípios têm esse direito, o problema é que nem todos tem uma equipe de Defesa Civil atuante, que entenda do sistema do Governo Federal para lançar todas essas ocorrências e acabam continuando com seus problemas."

O prefeito ainda aconselha que todos os municípios "façam esse trabalho de levantamento das ocorrências que acontecem não só no inverno como também no verão, com as queimadas, e para tudo isso existem recursos do Governo Estadual e Federal para minimizar os impactos causados."  

Fonte: O Liberal


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