MANIFESTAÇÃO

Familiares e amigos de Pablo Ruan pedem justiça pela morte do jovem, em Itaituba
"Eu quero justiça, isso não pode ficar assim! Eles não podiam ter soltado eles, eles confessaram. Não há testemunha, porque a única testemunha que tinha era o meu irmão e ele tá morto", disse a irmã.


(Foto: Jordan Norato/ Portal Giro)

Os familiares do jovem Pablo Ruan Lima, de 26 anos, foi assasinado na ultima segunda-feira (28), e, nesta terça-feira (1) os resposáveis pelo crime foram presos após serem capturados pela Polícia. No entanto, foram liberados na manhã desta quarta-feira (2), por não estarem mais em flagrante, apesar de confessarem a autoria do crime.

Os familiares e amigos de Pablo Ruan têm demonstrado insatisfação quanto a situação da liberação dos criminosos, e pedem justiça para o crime realizado.
 

"A gente quer justiça, a classe LGBT não tem representante em Itaituba, então o que a gente pede é isso, que alguém venha apoiar. O Pablo ele tem um histórico de vida de honestidade, por onde ele passou ele plantou amor, ele semeou amizades boas. Então, não justifica ele ser morto por 500 reias", disse Vanuza de Melo, amiga da família da vítima. 


(Foto: Reprodução)

A mulher destacou ainda o fato de Pablo ter sido encontrado com o rosto "todo deformado, ninguém conhecia como ele estava".
 

"Isso dói na alma, porque a gente vive a mercê, não é críticando as autoridades, mas se fosse uma pessoa da grande sociedade, cê acha que eles iam sair em menos de 24 horas, não ia. (...). Queremos justiça, (...) apoio das autoridades de Itaituba, (...) apoio de algum representante que esteja na câmara (...), porque quando é política abraçam o público LGBT, prometem mundos e fundos, mas ninguém cumpre", continuou.


Joice Lima, afirmou que em conversa com o delegado, que está cuidando do caso, o mesmo disse que não foram apresentadas provas, assim como não há testemunha. Além disso, a jovem enfatizou que Pablo não era de ficar "com esse tipo de dívida, ele tinha família, ele era um menino muito trabalhador, as coisas dele eram certas. Tudo que ele precisava ele resolvia com a família, não precisava ficar pedindo pra terceiros", completou.

Josenilson Dias e Marcos Paulo Alves, os acusados. (Foto: Reprodução)

Joice ressaltou também a dor da família neste momento, e o fato dos familiares ainda nem terem vivido o luto, na tentativa de resolver a situação; somada à sensação de estarem "de mãos atadas e revoltados", pois, segundo ela, é uma situação que não deveria ficar impune.
 

"Meu irmão se foi e eu quero justiça por ele, eu não quero que esses vagabundos fiquem soltos, não quero, porque eles destruíram uma família, eles acabaram com minha família. Meu irmão nunca foi envolvido com esse tipo de coisa, quem conhece ele sabe. Eles fizeram isso daí pra roubar e tiraram a vida dele? Porque esses caras não têm índole, não têm moral, não têm caráter.
Eu quero justiça, isso não pode ficar assim! Eles não podiam ter soltado eles, eles confessaram. Não há testemunha, porque a única testemunha que tinha era o meu irmão e ele tá morto", finalizou.


Manifestação

Como ato de manifestação contra a decisão de liberar os acusados, os familiares e amigos se reuniram em frente à 19ª Seccional de Polícia Civil, Delegacia de Itaituba, pedindo justiça para o caso. Em alguns cartazes os participantes do protesto solicitam a prisão dos acusados e afirmam que Pablo não merecia "um final assim", e questionam o fato de terem soltado os homens.

(Foto: Jordan Norato/ Portal Giro)

Fonte: Portal Giro


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