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Donas de escola denunciada por maus-tratos afirmam que 'acusações são incabíveis, inverídicas e aterrorizantes'
Em nota, Roberta Regina Rossi Serme, de 40 anos e a irmã, Fernanda Carolina Rossi Serme, de 38, sócias da Colmeia Mágica, informaram que a escola suspendeu as atividades temporariamente. Após novas denúncias de mães que relataram filhos feridos e doentes, a polícia passou a investigar o local por tortura.


Fachada da escola Colmeia Azul, na Zona Leste de SP. (Foto: Kleber Tomaz/ g1 SP)

As donas da Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, na Vila Formosa, Zona Leste de São Paulo, suspeita de tortura contra crianças, afirmaram, em nota divulgada nesta quarta-feira (16), que as denúncias de pais de alunos e professores são "incabíveis, inverídicas e aterrorizantes".

A escolinha é investigada desde a semana passada pelos crimes de maus-tratos, periclitação de vida, que é colocar a saúde das crianças em risco, e submissão delas a vexame ou constrangimento por causa de vídeos que circulam nas redes sociais e mostram maus-tratos a quatro alunos.

Em nota, Roberta Regina Rossi Serme, de 40 anos e a irmã, Fernanda Carolina Rossi Serme, de 38, sócias da Colmeia Mágica informaram que "por medida de segurança, por seus representantes estarem recebendo ameaças de morte a todo instante, a Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica ME suspendeu as atividades temporariamente".

Disse ainda que "como família, porque é assim que a escola estabelece a relação com seus alunos e familiares, está em colaboração total com as investigações. Mais do que ninguém a instituição quer saber o propósito dessas acusações incabíveis, inverídicas e aterrorizantes em que foram expostas".

Duas professoras ouvidas afirmaram que eram orientadas pela diretora a amarrar as crianças em um banheiro para evitar que elas chorassem em sala de aula.

Segundo as professoras, a diretora alegava que queria manter uma "boa impressão no lugar", alegando que "os choros poderiam ser ouvidos pelas pessoas que estivessem passando pela rua da escola ou os pais que estivessem visitando o local", que poderiam imaginar que as crianças estariam sendo maltratadas de alguma maneira.
 

"Ela mesma levava para o banheiro, até brigava com os professores, questionando o motivo que a criança estava chorando ainda não tinha sido levada para o banheiro. Quando elas estavam chorando não podiam ficar em sala de aula, porque se alguém estivesse andando na rua e ouvisse a criança chorando ia imaginar que elas podiam estar sendo maltratadas. Ela queria dar a aparência de uma escola perfeita".


Nesta semana, a Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da 8ª Delegacia Seccional, decidiu incluir a tortura após ouvir diversos depoimentos sobre como as crianças eram tratadas na Colmeia Mágica.

As duas mães ouvidas pela investigação levaram ainda para a polícia fotos de seus filhos. Um dos meninos aparece com um machucado na testa e outro foi internado em um hospital após sentir falta de ar. Os dois ficaram assim depois de deixarem a escolinha.

Fonte: G1


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