Um homem suspeito de estuprar mulheres enquanto trabalhava como motorista de aplicativo em Manaus (AM), foi preso nesta quarta-feira, em Monte Alegre, no Pará. Marcelo Gustavo Lima da Silva, de 38 anos, estava foragido desde 2023, quando as primeiras denúncias foram feitas. De acordo com a Polícia Civil, vítimas relataram, à época, que Marcelo lia passagens bíblicas durante o crime.
- Em alguns episódios, o investigado chegou a ler trechos bíblicos durante os crimes e, em um dos casos, perguntou a uma vítima se 'era bom fazer sexo grávida' - relatou o delegado Rafael Costa e Silva, responsável pela operação, em entrevista coletiva nesta quarta-feira.
Além do questionamento, o agressor também teria afirmado a mesma mulher que "tinha muita vontade de experimentar" o ato sexual com uma gestante. Durante a abordagem, ele ainda teria mostrado uma faca. A vítima contou que conseguiu escapar ao abrir a porta do carro e foi socorrida por pessoas que estavam nas proximidades.
Outra vítima de Marcelo, Ingrid Tavares de Oliveira foi a primeira a denunciá-lo. Em setembro de 2023, ela concedeu uma entrevista coletiva na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), onde compartilhou seu relato:
"Não é só por mim, mas por todas as vítimas, que eu resolvi me expor, colocar minha cara a tapa até que a Justiça seja feita", afirmou na época.
De acordo com denúncias apresentadas à Polícia Civil pela procuradora especial da Mulher na Assembleia Legislativa do Amazonas, a deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos), o suspeito costumava manter a faca dentro do carro, e a utilizava para ameaçar as passageiras.
O delegado Costa e Silva informou que a prisão só foi possível dois anos após a primeira denúncia, pois Marcelo estava "desaparecido" desde o início das investigações.
De acordo com a corporação, ele não tinha linha telefônica em seu nome, realizava apenas transações em dinheiro vivo, e não havia registros de sua saída pelo Aeroporto Internacional de Manaus, fatores que dificultaram sua localização.
- Utilizamos nossos métodos e técnicas investigativas e descobrimos que ele estaria em Monte Alegre, no Pará. Encaminhamos, então, cópia do mandado de prisão à Polícia Civil do Pará, que atuou com diligência e eficiência, efetuando a prisão do autor - destacou o delegado.
Marcelo Gustavo Lima da Silva responde por estupro em concurso material, o que significa que cada crime pode ser julgado separadamente. O suspeito pode ser condenado a penas de seis a dez anos de prisão. Ele permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
Fonte: O Globo
- Em alguns episódios, o investigado chegou a ler trechos bíblicos durante os crimes e, em um dos casos, perguntou a uma vítima se 'era bom fazer sexo grávida' - relatou o delegado Rafael Costa e Silva, responsável pela operação, em entrevista coletiva nesta quarta-feira.
Além do questionamento, o agressor também teria afirmado a mesma mulher que "tinha muita vontade de experimentar" o ato sexual com uma gestante. Durante a abordagem, ele ainda teria mostrado uma faca. A vítima contou que conseguiu escapar ao abrir a porta do carro e foi socorrida por pessoas que estavam nas proximidades.
Outra vítima de Marcelo, Ingrid Tavares de Oliveira foi a primeira a denunciá-lo. Em setembro de 2023, ela concedeu uma entrevista coletiva na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), onde compartilhou seu relato:
"Não é só por mim, mas por todas as vítimas, que eu resolvi me expor, colocar minha cara a tapa até que a Justiça seja feita", afirmou na época.
De acordo com denúncias apresentadas à Polícia Civil pela procuradora especial da Mulher na Assembleia Legislativa do Amazonas, a deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos), o suspeito costumava manter a faca dentro do carro, e a utilizava para ameaçar as passageiras.
O delegado Costa e Silva informou que a prisão só foi possível dois anos após a primeira denúncia, pois Marcelo estava "desaparecido" desde o início das investigações.
De acordo com a corporação, ele não tinha linha telefônica em seu nome, realizava apenas transações em dinheiro vivo, e não havia registros de sua saída pelo Aeroporto Internacional de Manaus, fatores que dificultaram sua localização.
- Utilizamos nossos métodos e técnicas investigativas e descobrimos que ele estaria em Monte Alegre, no Pará. Encaminhamos, então, cópia do mandado de prisão à Polícia Civil do Pará, que atuou com diligência e eficiência, efetuando a prisão do autor - destacou o delegado.
Marcelo Gustavo Lima da Silva responde por estupro em concurso material, o que significa que cada crime pode ser julgado separadamente. O suspeito pode ser condenado a penas de seis a dez anos de prisão. Ele permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
Fonte: O Globo